Os vereadores de Londrina aprovaram, na sessão de ontem, em primeira votação, o projeto de lei de autoria do Executivo Municipal que pede autorização para desapropriar cinco áreas - medindo quase 60 mil metros quadrados e valendo R$ 440.942,05 - e doá-las à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) para ampliação do aeroporto (zona leste da cidade).
O projeto de lei, que irá para segunda é última votação na sessão da próxima terça-feira, teve ontem apenas dois votos contrários; os dos vereadores Carlos Kita (PTB) e Salvador Francisco (PSB). Kita apresentou, inclusive, um projeto de lei para que seja realizado um plebiscito, onde a população londrinense diga se é favorável ou contrária à doação das áreas e às obras de ampliação do aeroporto. Esta proposta começou a tramitar ontem e foi às comissões internas para análise, antes de ser apreciada pelo plenário.
Juntamente com o projeto do Executivo foi aprovada uma emenda aditiva, de autoria da Comissão de Justiça - com base numa proposta de Antenor Ribeiro (PPB) -, prevendo que, em caso de futura privatização da Infraero, os imóveis ou valor atualizado em dinheiro serão restituídos ao Município.
A proposta de ampliação do aeroporto apresentada pela Infraero, que causa polêmica entre vereadores e moradores da zona leste de Londrina, aguarda a doação das áreas para o início das obras. Ela prevê a ampliação da pista de pouso, do terminal de embarque, e a instalação de novos equipamentos de auxílio à navegação aérea.
O vereador Salvador Francisco, que tentou ontem a retirada de pauta de votação do projeto, afirma que é impossível votar a doação dos terrenos antes que a Infraero apresente à Câmara detalhamento das obras de ampliação e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) que elas trarão como consequência para aquela região da cidade.
Na semana passada, Salvador Francisco realizou uma audiência pública para discutir o assunto na Câmara, durante a qual a superintendência regional da Infraero se comprometeu a apresentar os documentos solicitados até o dia 15 de abril. A maioria dos vereadores, ligada ao prefeito Antonio Belinati (sem partido), entende no entanto que os documentos da Infraero são desnecessários e que o projeto de doação pode ser votado sem eles.

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