Aprovação de contas em 96 é um dos motivos da polêmica
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 1997
Da Redação 
Para justificar o pedido de dissolução da sociedade que compõe o Instituto Filadélfia de Londrina, os pastores das seis igrejas dissidentes afirmam: durante assembléia para aprovação das contas do Instituto, em 1996, apenas a Igreja Presbiteriana de Londrina votou favoravelmente. As outras seis igrejas votaram contra a aprovação das contas. A assembléia foi realizada dia 28 de janeiro. Segundo a Igreja Presbiteriana de Londrina, o contador do Filadélfia pertence à Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Londrina e, portanto, poderia ter apontado se houvesse qualquer irregularidade nas contas.
Outra reclamação é que a Igreja Presbiteriana de Londrina substituiu um conselheiro fiscal, numa assembléia que havia sido convocada para duas datas: 17 de janeiro e 25 de janeiro. A assembléia foi realizada dia 17 e a do dia 25 foi cancelada. Para os pastores, a dupla convocação causou confusão entre as igrejas, que pensaram que estava valendo a do dia 25. A direção do Filadélfia justifica que o reverendo Osni Ferreira, da Presbiteriana de Londrina, estava de férias e o Filadélfia não tinha certeza se ele poderia participar da assembléia do dia 17; por isso teria feito duas convocações. De acordo com a direção, o reverendo antecipou a volta das férias, o que possibilitou a realização da assembléia dia 17, já que sua igreja é a principal cotista na sociedade. A substituição do conselheiro fiscal, segundo a direção do Filadélfia, é fato rotineiro.
Os pastores dissidentes também apontam fatos recentes ocorridos na instituição. Em entrevista à Folha, os pastores dizem que um desses fatos é a demissão do encarregado do sistema de informática do instituto, Cláudio João Ziller, em janeiro de 1996, que teria sido motivada pela quebra de confiança entre a direção do Filadélfia e Ziller.
De acordo com Ziller, que trabalhou no Filadélfia de fevereiro de 1993 a janeiro de 1996, o diretor Eleazar Ferreira exigiu que ele lhe entregasse sua senha que dá acesso a todas as informações armazenadas na rede de informática do instituto.
Expliquei que na área de informática a senha pertence a cada um, é pessoal e intransferível. Ele teria acesso a todas as informações, poderia adulterar dados e eu seria responsabilizado. Propus então criar uma senha para o Eleazar, já que é o diretor do Filadélfia, com os mesmos direitos que a minha senha. Segundo ele, o diretor não aceitou a proposta. Ele queria a minha senha. Então pedi que ele fizesse a solicitação por escrito. Ele se recusou. Ziller acrescenta que a saída foi pedir demissão. Segundo Ziller, com o seu pedido de demissão, Eleazar fez então a solicitação por escrito da senha de Ziller, que foi entregue por ele ao diretor.
O diretor Eleazar Ferreira afirma que Ziller pediu demissão do Instituto depois de afirmar a ele que não queria trabalhar comigo e que detestava o reverendo Osni Ferreira (da Igreja Presbiteriana de Londrina). Somente depois que ele pediu demissão, eu fiz por escrito a solicitação da senha.


