Apresentado plano de manejo para Vila Velha
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de abril de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, já tem, oficialmente, o seu conselho gestor. Os conselheiros tomaram posse ontem, durante uma reunião na qual foi apresentada a nova versão do plano de manejo da unidade de conservação. Porém, como existe uma ação judicial já sentenciada que exige a demolição de todas as construções feitas no parque a partir de 1973, a execução integral do plano depende de um acordo entre os proponentes da ação e o Estado, que neste caso é o réu.
O coordenador das promotorias do Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos pediu que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente se apresse em cumprir tal sentença. Acredito que nenhuma obra pode ser feita no parque enquanto a ação não for cumprida, salienta Santos.
O secretário estadual de Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, disse que uma reunião já foi agendada para a segunda quinzena do mês para iniciar a discussão sobre a execução da sentença. Segundo ele, a secretaria já tem laudos técnicos que apontam que a retirada de algumas construções, como a piscina, causariam mais dano do que a permanência delas no local. Trata-se de um solo extremamente delicado que sofreria um grande impacto erosivo, explica.
Outra construção que pela sentença deve ser retirada do parque é o elevador que dá acesso ao interior da furna número 1, no complexo de Furnas. Nesse caso, o secretário diz que pretende negociar com os proponentes da ação. O dano ambiental já foi feito, então por que não manter um atrativo turístico a mais dentro do parque?, questiona.
Foi definido também um plano emergencial de ações para controlar a degradação no parque. Entre essas ações estão a construção de aceiros, cercas, passarelas que dão acesso aos arenitos, plano de gerenciamento de visitas. Com a aprovação do plano emergencial o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vai agora encomendar os projetos de execução e só então abrir as licitações para as obras. Esse processo deve levar aproximadamente um mês, pelos cálculos de Andreguetto e as obras emergenciais devem consumir R$ 1,3 milhão, que serão retirados do Fundo Estadual do Meio Ambiente.


