Apresentações especiais na Concha Acústica
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Carolina Avansini<BR>Reportagem Local 
Talentosos artistas chamaram a atenção de moradores e trabalhadores do Centro de Londrina ontem. Alunos de instituições dedicadas ao atendimento de pessoas com deficiência apresentaram shows de música, dança, capoeira e teatro na Concha Acústica. A atividade integra a programação da Semana Municipal das Pessoas com Deficiência.
O Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece) levou 23 alunos que reproduziram um espetáculo de teatro musical baseado na cultura nordestina. Saias de chita, adereços coloridos e muita animação encantaram o público. Veterana em apresentações, Tatiana Gomes de Freitas, 28 anos, disse gostar de música e dança. ''Arte é muito bom, deixa a gente alegre.''
Jaqueline Francisca da Silva e Karina Rebouças da Silva, ambas de 19 anos e alunas do Instituto Flávia Cristina, dançaram em espetáculo de dança de salão. ''Adoro dançar, até mesmo funk e hip hop'', contou Jaqueline. Karina, que se apresentava com os amigos pela segunda vez, revelou que aprendeu os passos na escola. ''As aulas são muito legais'', disse ela, que sente um certo frio na barriga antes de subir ao palco. ''A gente deixa a vergonha de lado e dança.''
Com atendimento de portadores de autismo e deficiência intelectual, o Centro Ocupacional de Londrina levou os alunos para uma demonstração de capoeira. O esporte, segundo os professores, estimula a coordenação motora, a sociabilidade e a prática de atividade física.
Praticante de capoeira há dois anos, Reginaldo Hilário, 41, enfrentou o nervosismo de subir pela primeira vez ao palco e gostou dos aplausos. ''Na capoeira, tem que ter ginga'', explicou. A colega Neusa Maria José, 50, também estreante, afirmou que pretende ser artista. ''Capoeira é uma delícia.''
No final da manhã, cinco atores da Associação dos Deficientes Visuais de Londrina (Adevilon) encenaram, em dois atos, uma comédia de palhaços que foi inclusive apresentada no Festival Internacional de Londrina (Filo).
Romeire Ana Villas Boas, que nunca tinha assistido um espetáculo protagonizado por pessoas com deficiência, aplaudiu emocionada. ''Fiquei muito surpresa, foi tudo maravilhoso.'' A estudante Mariana Borges, que acompanhou as apresentações com a filha e o tio, desceu do prédio onde mora especialmente para dar apoio. ''Acho bonito ver a alegria de todos.''


