Para os estudantes do Centro de Atendimento Especializado na Área de Surdez (Caesmi) de Ibiporã, a lousa digital transformou-se em recurso fundamental para as aulas. De acordo com a diretora Ivete Pereira Semprebom, os surdos aprendem a partir de estímulo visuais, por isso, a possibilidade de expor mais figuas enriquece a aprendizagem. ''Quanto maior a quantidade de imagens, mais eles aprendem'', explicou.
Um dos professores que utiliza o recurso é Lucas Keller Botti, responsável pelo projeto Libras Socializa, cujo objetivo é aumentar o vocabulário dos surdos. ''A lousa ajuda muito, porque me permite utilizar desenhos, fotos e outras imagens. Antes, ficava restrito aos cartazes'', disse. Outro facilitador é o acesso à internet, que facilita a realização de pesquisas. ''Com mais informação disponível, os estudantes aprendem melhor.''
Entre os alunos, aumentou o interesse e a curiosidade por novas palavras. Maria Janaína, que está na sexta série do ensino regular em uma escola tradicional, contou que, com mais vocabulário, passou a entender melhor os conteúdos. Cristiane, que cursa o mesmo ano, também está conseguindo se comunicar com menos dificuldade. ''O professor ensina e eu entendo'', disse.
Bruno Dutra dos Santos, da sétima série, gosta de fazer pesquisas na internet através da lousa digital e, graças ao vocabulário mais rico, avançou na elaboração de textos escritos. (C.A)

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