'Aprendi a ser respeitosa e a valorizar a educação'

Quando ainda era estudante de educação física na UEL (Universidade Estadual de Londrina), o professor Lucas Gonçalves de Souza teve uma oportunidade de dar aulas na escola José Garcia Villar. No início, ele passava dois dias na instituição. Com o passar do tempo foi assumindo novas responsabilidades a acabou se tornando diretor, função que ocupou em 18 dos 26 anos que dedicou-se ao colégio. "No início a escola era isolada no bairro. A melhor lembrança são dos alunos, que eram muito respeitosos. Os pais apoiavam a escola", elogia.
Ele encontrou alguns estudantes de outra décadas durante a entrevista para a FOLHA e não conteve a surpresa. "Eram crianças e agora estão barbados", brincou, destacando que a sensação de encontrar ex-alunos "encaminhados" na vida é muito boa. "Sempre que venho ao bairro sou recebido com carinho e respeito. É muito gratificante", opina.
Este também é o sentimento da professora aposentada Dolly Mary Moreno Torrezin, que dedicou 26 anos da vida profissional ao José Garcia Villar e tem boas lembranças do ambiente e dos estudantes. "Trabalhar aqui teve um significado muito grande para minha vida. Fiz muitos amigos e cresci como pessoa", afirma.
Funcionária da José Garcia Villar, a zeladora Mirlene Souza Bernardino, 37, convive todos os dias com as lembranças do tempo em que era aluna da escola. Ao mesmo tempo, assiste o filho João Pedro, 8, criar suas próprias memórias como aluno da instituição. O filho mais velho, Vitor Hugo, 20, também foi aluno do colégio. "Vim de uma cidade pequena e fiquei encantada com minha primeira escola. Aprendi a ser respeitosa e a valorizar a educação. Tento ensinar isso para os meus filhos e sempre ouço elogios sobre eles. Acho que os ensinamentos estão funcionando", orgulha-se. (C.A.)





