Uma forte depressão causada pelo alcoolismo do marido levou J.A. a conhecer o Grupos Familiares Ala-Non em Londrina. ''Minha chefe no trabalho percebeu que eu estava passando por dificuldades e me incentivou a participar das reuniões. Fui na primeira e nunca mais parei. Faz 10 anos que participo do grupo.''
Ela diz que o entusiasmo pelo grupo se deve à retomada de sua autoestima e às mudanças que ocorreram depois que começou a participar das reuniões. ''Eu sempre achei que somente no dia que meu marido parasse de beber a felicidade entraria na minha casa. Aprendi que posso ser feliz independente disso acontecer e hoje sou uma nova mulher'', diz.
Seguindo as orientações do Grupo Familiares Ala-Non, J.A. conta que passou a ter atitudes diferentes diante do vício do esposo. ''Ele é um homem ótimo e tranquilo, mas se transforma quando bebe, fica agressivo e faz ameaças verbais. No grupo aprendi que não deveria tratá-lo como uma criança e sim como um doente. Deixei de discutir com ele quando está embriagado e estabeleci diversas normas em casa para facilitar nossa convivência'', conta.
A entrevistada cita alguns exemplos de sua mudança de atitude. ''Eu não preparo mais comida quando ele chega atrasado porque está no bar. Deixo tudo pronto e ele se vira na hora de comer. Também não insisto mais para tomar banho quando não quer, mas ele já sabe que se não fizer isso não poderá dormir na nossa cama, entre outras coisas do dia a dia'', relata.
Segundo ela, sua forma de agir provocou mudanças positivas na recuperação do marido. ''Eu já havia procurado todo tipo de ajuda com médicos, psicólogos, padres e outros profissionais, mas meu marido nunca se entusiamou com os tratamentos. Depois de comecei a aplicar na prática o que aprendi no grupo, ele diminiu em 80% a bebida que consome. Ele ainda bebe, mas os momentos de embriaguez são cada vez mais raros. Continuou participando do Grupo Ala-Non porque quero ajudar outras pessoas a superar suas dificuldades também'', afirma. (M.R.)

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