Aprendendo a resgatar vítimas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
No dia 8 de maio acontece a formatura dos 38 soldados do Corpo de Bombeiros de Londrina que participam, desde março, do curso de formação de cabos. Na manhã de ontem, os futuros formandos assistiram aulas teórica e prática sobre o resgate de vítimas em confinamento, parte final da programação do curso.
Na pauta: como desmontar veículos utilizando equipamentos hidráulicos. No pátio da sede dos Bombeiros, na Rua Tietê, duas carcaças de carros foram expostas para que os alunos visualizassem como e onde fazer os cortes no veículo em situações em que há vítimas presas.
Conforme o tenente Rodrigo Costa Teixeira, instrutor do curso, o primeiro passo para o resgate é garantir a segurança do local, dos bombeiros, do público ao redor do acidente e da vítima. Utilizando um equipamento de proteção individual, o bombeiro parte para o cortes da porta ou capô do veículo, dependendo da gravidade da situação. Para isso, são usados dois equipamentos hidráulicos, chamados de Lucas e Webber, explicou, lembrando que uma guarnição conta, em média, com dois bombeiros e normalmente os equipamentos já ficam alojados nos caminhões.
Após as 316 horas/aula de curso, o bombeiro passa por um estágio supervisionado dentro da unidade do Corpo de Bombeiros e, ao final de cada módulo, responde um teste teórico e prático sobre as 15 matérias da programação, entre elas, prevenção e combate a incêndios, salvamento aquático, salvamento terrestre e resgate de vítimas em confinamento.
Nos dois meses de formação, os soldados estudam das 8 às 17h30, incluindo treinos de natação, quando aprendem também algumas técnicas de judô aquático, e busca terrestre, com uso de GPS. É um curso especial para soldados com mais de 20 anos de serviço, informou o tenente.
Segundo o sargento J. Rodrigues, durante o curso, os alunos passaram por provas de natação, quando os guarda-vidas fizeram uma travessia de 1,5 mil metros, além dos testes de busca terrestre. Eles percorreram mais de 15 quilômetros entre os quartéis de Londrina, com trechos onde a travessia foi feita de barco, com o objetivo de encontrar um ponto no Patrimônio Regina com o auxílio de GPS, citou.


