Apreensões não afugentam vendedores
Tanto vendedores de doces que atuam dentro do Terminal Central como os que comercializam cartões reagiram à presença da reportagem no local, diante do temor da fiscalização. Mas segundo o coordenador de transportes e terminais da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Santos de Jesus, as fiscalizações e apreensões de marcadorias dentro do prédio vão continuar. ''Deve haver um grande fornecedor, senão estes vendedores não sobreviveriam ao número de apreensões que temos feito. Londrina tem uma rede de economia solidária que é referência no País. Por que estas pessoas não se credenciam para trabalhar dentro da legalidade?''
Quanto aos cambistas de vale-transporte, ele explica que a CMTU só pode intervir se for montada uma banca, com placas, ou se o vendedor estiver dentro do terminal. ''Há uma rede montada, mantida pelo uso indevido do vale-transporte fornecido pelas empresas. Acho que os empresários teriam que estar mais atentos aos seus funcionários, caso contrário este problema nunca vai acabar'', afirma.
Ele se comprometeu a cobrar da empresa terceirizada, responsável pela limpeza dos terminais, maior cuidado com a higiene dos banheiros. ''No Terminal Central, já reformamos totalmente os banheiros, mas ainda sofremos muito com o vandalismo. Nos terminais de bairros há previsão de melhorias, inclusive com a colocação de vasos sanitários, o que deve acontecer no ano que vem.'' Para diminuir a superlotação, a intenção é continuar aumentando o número de integrações (atualmente já são mais de 200), que permitem ao usuário embarcar e desembarcar de diferentes linhas sem precisar passar pelo terminal.
Outra providência que deverá ser tomada no primeiros meses de 2007, segundo o coordenador, é a instalação de câmeras de segurança em todo o terminal. ''O projeto está em estudo. Será uma tentativa de diminuir os casos de vandalismo, que estão insuportáveis, principalmente nas escadas rolantes e no elevador.'' (S. L.)





