Apreensões na piracema atingiram 2,56 toneladas
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quinta-feira, 06 de fevereiro de 1997
Antônio França Sucursal Foz do Iguaçu 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Polícia Florestal apreenderam 2,56 toneladas de peixes, a maioria pintados, piaparas, pacus e dourados, pescados ilegalmente na fronteira entre Brasil e Paraguai durante a piracema (época de reprodução dos peixes), que terminou no início deste mês. As apreensões foram feitas nos rios Iguaçu, Paraná e afluentes. Esta semana, a Polícia Florestal autorizou amadores a usar apetrechos para a pesca de até 30 quilos e mais um exemplar.
O saldo da operação realizada durante os três meses de proibição da pesca foi classificada pelo chefe regional em exercício do IAP, Jeferson Luiz Lira, como positivo. O mais importante não é o trabalho de apreensão, mas a orientação e educação aos pescadores. É baseado nisso que os órgãos de fiscalização pretendem diminuir as apreensões.
Durante a piracema, os fiscais do IAP e da Polícia Florestal fizeram operações de fiscalização em 12 estabelecimentos e apreenderam duas toneladas de peixes. Eles estavam vendendo peixe fresco acima do tamanho permitido e oferecendo espécies não permitidas nesta época.
Os maiores flagrantes aconteceram nas estradas de acesso aos rios, onde foram apreendidos 500 quilos de peixe provenientes de Ayolas, no Paraguai. Nas operações realizadas nos rios, a Polícia Florestal encontrou 65 quilos de peixes fisgados de maneira irregular.
AmadoresA partir de agora, os amadores podem pescar usando apetrechos como caniço simples ou molinete, linha de mão com apenas um anzól e com direito a pesca de espécies de até 30 quilos e mais um exemplar, respeitando os tamanhos e locais permitidos.
Com o fim da piracema, o pescador profissional está autorizado a pescar usando redes com malhas superiores a 70 milímetros, espinhéis, linhas de mão, anzol de galho, caniço simples e molinete. No entanto, continuam obrigados a respeitar as distâncias e locais permitidos pela Legislação.


