Apreensão em 95 se transformou em escândalo nacional
Apreensão em 95 se transformou em escândalo nacional
Em julho de 1995 foram apreendidas 369 armas no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. A importação havia sido feita pela Associação Brasileira dos Colecionadores de Armas (ABCA), atendendo pedido de 157 colecionadores. Suspeitava-se de que o armamento pesado seria repassado para traficantes do Rio.
A polêmica foi criada por haver no meio do carregamento algumas réplicas do rifle semi-automático AK-47, uma das armas mais cobiçadas e usadas por traficantes nas favelas cariocas. Outra acusação era de que os rifles seriam de uso militar. Na época, Roberto Telles, sócio-fundador da ABCA, argumentou que junto com o lote para os colecionadores foram trazidas 2.985 pistolas Glock, importadas por seu representante no Brasil. Nada se falou sobre aquele carregamento, comparou Telles.
O então presidente da ABCA, Leonardo Arruda, informou que o inquérito da Polícia Federal confirmou a existência de todos os colecionadores que constavam da lista nominal aprovada pelo Ministério do Exército, já que também era colocado em dúvida se não havia colecionadores fantasmas. As armas só podem ser entregues ao colecionador mediante um registro dado pelo Ministério do Exército, que exige 13 documentos que comprovem pregresso não criminoso, justificaram os dirigentes da entidade.
Três anos e meio depois da polêmica, concluiu-se que não havia irregularidades no processo de importação. (E.A.)





