Curitiba - Aumenta o número de apreensões de crack no Paraná em 2010. É o que demonstra balanço divulgado ontem pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). De acordo com Renato Bastos Figueiroa, delegado do núcleo de Curitiba da Denarc, em janeiro e fevereiro deste ano o órgão apreendeu em todo o Estado 84 quilos da droga, recorde para os dois primeiros meses do ano desde a publicação de uma resolução, de 2007, que descentralizou o trabalho da unidade.
Figueiroa informou que nos primeiros bimestres de 2008 e 2009 as apreensões de crack ficaram em média em 14 quilos por mês. O delegado atribuiu o aumento expressivo à ação integrada da Denarc, que hoje conta com sete núcleos, localizados em Curitiba, na Região Metropolitana da Capital, em Londrina, Maringá, Cascavel, Pato Branco e Foz do Iguaçu.
''Hoje, temos bases no Estado inteiro e a integração desses núcleos facilita o trabalho'', afirmou Figueiroa. O delegado relatou que não foram divulgadas comparações de apreensões de outras drogas porque o crack é hoje o entorpecente que mais preocupa as autoridades de segurança. ''Isso não só pelo perigo que ele representa para a saúde, mas também por estar muito ligado a outros crimes'', argumentou.
Segundo a Denarc, uma parceria com a Delegacia de Homicídios permitiu identificar que o tráfico de drogas está relacionado à grande maioria dos assassinatos. No universo dessas ocorrências, o crack é um dos principais responsáveis.
Apesar do aumento da apreensão de crack no Paraná, Figueiroa apontou que ''não há como apurar'' se a circulação da droga aumentou no Estado. Ainda assim, ele comentou que o crack, identificado com a pobreza, hoje é usado com frequência por pessoas das classes média e alta.
''O tráfico não vai acabar enquanto houver usuários, e eles precisam entender que estão colaborando para a criminalidade'', afirmou o delegado.

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