Apreendidos 2,5 mil pacotes de cigarro
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quinta-feira, 03 de julho de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Uma operação realizada pela Polícia Civil de Londrina em 100 estabelecimentos comerciais da região apreendeu, em 24 horas, cerca de 2,5 mil pacotes de cigarros falsificados ou contrabandeados. A ''batida'' aconteceu a pedido da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) e foi acompanhada por um diretor da entidade.
O material apreendido foi encontrado em 35 estabelecimentos. Os comerciantes foram autuados, terão de prestar esclarecimentos à polícia e poderão ser indiciados pelos crimes de contrabando, fraude no comércio e falsificação. O que a polícia pretende desvendar é a origem e o fornecedor dessa mercadoria.
Todo o material apreendido foi encaminhado para a 10 Subdivisão Policial e entregue ao delegado-operacional, Márcio Vinícius Amaro. Ele informou que delegados titulares dos distritos onde ocorreram as apreensões serão os responsáveis pelo inquérito.
De acordo com o diretor da ABCF, Rodolpho Ramazzini, ''o objetivo da operação é coibir a venda de cigarros falsificados e o contrabando''. A iniciativa é nacional e já foi realizada em diversas capitais e cidades de médio e grande porte. Os cigarros falsificados são produzidos, em sua maioria no Paraguai. Uma outra parte, conforme Ramazzini, é produzida em empresas clandestinas brasileiras.
A ABCF já descobriu duas dessas fábricas no Rio de Janeiro. A entidade também investiga gráficas suspeitas de estarem confeccionando os maços. Segundo levantamento da associação, o prejuízo anual gerado por esse tipo de comercialização ilegal em todo o País pode chegar a R$ 1,3 bilhão. Cada pacote contém 10 maços e o preço unitário médio para o consumidor é de R$ 1,00.
Amostras laboratoriais realizadas à pedido da ABCF comprovaram que os cigarros falsificados são muito mais prejudiciais à saúde do que os vendidos legalmente. Segundo Ramazzini, as análises identificaram na composição do cigarro falso a presença de inseticidas organoclorados substância proibida no Brasil desde 1973 por ser cancerígena , limalha de ferro, chumbo, zinco e até pedaços de insetos. Quem tiver informações sobre venda de cigarros falsificados ou contrabandeados pode ligar para o disque-denúncia da ABCF 011-3106-5149.


