Apreendidos 25 mil maços de cigarros
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de setembro de 2003
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Policiais da Delegacia do Consumidor apreenderam ontem, em Curitiba e municípios vizinhos, cerca de 25 mil maços de cigarros falsificados ou contrabandeados. Os cigarros foram encontrados em 30 locais vistoriados pela polícia, entre lanchonetes, bares, mercados e outros pontos comerciais. A operação teve participação da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), que tem sede em São Paulo (SP), mas atua em todo o País.
A maior quantidade seis mil maços foi encontrada na casa de um distribuidor, que estaria revendendo para estabelecimentos de Colombo e Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana. Os proprietários responderão a processo por lesar o consumidor.
O titular da Delegacia do Consumidor, Itiro Hashitani, disse que a operação que ''não é a primeira e nem será a última'' faz parte das ações de combate à pirataria deflagradas em vários estados brasileiros. Dessa vez, o alvo foi a falsificação de cigarros, mas a força-tarefa está atuando na apreensão de todos produtos ''pirateados''.
De acordo com o diretor de Operações da ABCF, Rodolpho Ramazzini, a maioria do cigarro falsificado que entra no País vem do Paraguai, onde existem 36 fábricas do produto o triplo do número de indústrias brasileiras. Os fabricantes falsificam as marcas nacionais, reproduzindo as embalagens e até mesmo os selos.
Com a venda do cigarro falsificado, além da concorrência desleal com as empresas daqui, o Brasil deixa de arrecadar cerca de R$ 1,8 bilhão por ano em impostos, informou Ramazzini. Outro dado levantado pela associação é que 60% do cigarro falsificado são vendidos em estabelecimentos legalmente constituídos.
Ainda segundo Ramazzini, análises em laboratório, encomendadas pela ABCF, já comprovaram que o cigarro falsificado, em algumas marcas, possui teor de nicotina e alcatrão até seis vezes superior ao permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


