Cerca de 15 mil maços de cigarros foram apreendidos em dois dias de fiscalização da Polícia Civil e Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) em Londrina. Em dois dias de operação foram vistoriados cerca de 80 locais, entre bares, mercearias e supermercados, em bairros da Zona Leste, Oeste e Norte da cidade. Em 26 desses estabelecimentos, segundo o diretor da ABCF, Rodolpho Ramazzini, foram encontrados os produtos falsificados.
Ninguém foi preso, mas os comerciantes terão que prestar esclarecimentos à Polícia Civil e poderão responder por crimes de fraude no comércio (por oferecer um produto pelo outro), contrabando e falsificação. Este tipo de operação, segundo Ramazzini, tem por objetivo tentar conscientizar comerciantes e impedir que o produto chegue ao consumidor final. ''A maioria não reincide na venda do produto falsificado'', afirmou.
Segundo Ramazzini, com o crime de contrabando e falsificação de cigarros, o país perde por ano cerca de R$ 1,8 bilhão em tributos. ''Além disso, nesse produto a quantidade de alcatrão e nicotina é seis vezes superior ao permitido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), além de conter impurezas como zinco, chumbo, insetos e coliformes fecais'', alertou.

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