Apreendida carga furtada em porto
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Paulo Ubiratan 
O delegado de Ibiporã, Airton Simplício apreendeu, no início da noite de anteontem, 179 aparelhos de fax que fazem parte de uma carga furtada no Porto de Santos. Foram indiciados por receptação a empresária londrinense Iza Yumi Makiomoto, 30 anos, conhecida por Izabele; o advogado santista Pedro Bolivar Pereira, 55 anos; o vendedor autônomo Valdir Alegre, 55 anos; e as domésticas Gilda Santos Miranda, 51 anos; e Claudia de Oliveira Ferreira, 41 anos. A carga foi apreendida na BR-369, entre Ibiporã e Londrina e pertencia à empresa de importação paulista Brother & Cia. A carga estava assegurada.
Segundo o delegado Simplício, nenhum dos indiciados foi autuado em flagrante porque no momento das suas prisões ele desconhecia quem era a vítima. Somente hoje de manhã (ontem) soube que os aparelhos faziam parte de um contêiner furtado em Santos. Sem conhecer quem era a vítima, não podia fazer o flagrante, afirmou. Ele disse que o contêiner continha dois mil fax importados dos Estados Unidos, e foi carregado em Santos por uma carreta que, segundo a polícia, foi propositalmente quebrada logo que saiu do porto. Depois da farsa, o contêiner foi descarregado para uma outra carreta cujo o motorista forneceu identidade falsa e desapareceu com carga, contou o delegado.
Os fax furtados estavam acondicionados em 41 caixas. Segundo os documentos apreendidos pela polícia, na nota fiscal correspondente à carga constava como sendo de faróis para carros e era destinada a uma empresa de autopeças, inaugurada recentemente, localizada na Rua Guaporé no centro de Londrina. Simplício pediu para que o nome da empresa não fosse revelado, porque ainda estava sendo investigada. Conforme o inquérito policial, Izabele é também proprietária de uma loja de autopeças localizada na Avenida Dez de dezembro (área central).
Nos autos, constam os depoimentos dos outros envolvidos, que denunciam Izabele como a responsável por distribuir na região a carga furtada. Em seu depoimento, Gilda disse que foi contratada para acompanhar o motorista do caminhão, e seguir uma Parati cinza que deveria levá-los até o destino da carga. A carga foi apreendida no caminho, mas a Parati conseguiu fugir da polícia. O restante dos indiciados estão envolvidos de forma direta na receptação dos fax e devem pertencer a uma quadrilha de roubo de cargas que age em todo o Brasil, afirmou o delegado.


