Professores da rede pública de ensino ameaçam entrar em greve a partir do dia 31 de março, caso suas reivindicações não sejam acatadas pelo governo. Eles pedem ao secretário da Fazenda, Ingo Hubert, que dê um encaminhamento adequado para suas solicitações.
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP) estiveram, ontem à tarde, discutindo com a diretoria geral da Secretaria da Fazenda o pagamento de 1/3 de férias dos educadores, que está atrasado desde janeiro, o pagamento dos avanços funcionais atrasados e a recomposição salarial dos professores e funcionários de escolas.
Se for preciso, a possibilidade dos educadores entrarem em greve será discutida durante assembléia, que será realizada no próximo dia 31, em Londrina. ‘‘A intenção da assembléia é de discutir assuntos como, por exemplo, possíveis mudanças da grade horária. Mas se precisarmos, estaremos deliberando sobre a possibilidade de greve.’’
Segundo o presidente da APP, Romeu Gomes de Miranda, o governo não está cumprindo totalmente o que prometeu à categoria na última greve, realizada entre 23 de maio e 27 de junho do ano passado. ‘‘Se nossas reivindicações não forem atendidas pelo secretário, pediremos uma audiência com o governador’’, ameaçou.
Miranda disse também que a volta do concurso público não vinculado ao Paraná Educação não está acontecendo, como havia prometido o governo. Outra promessa foi com relação a um reajuste salarial, que precisa acontecer imediatamente. ‘‘De agosto de 1995 até fevereiro de 2001, o salário dos professores já sofreu uma desvalorização de 57%’’, criticou.
O chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Cláudio Bonfati, censura as solicitações dos professores. Segundo ele, o governo vem cumprindo com todos os itens prometidos na última greve. ‘‘Não vejo motivo algum para se realizar uma greve.’’
Ainda segundo Bonfati, o sindicato dos professores sempre faz uma oposição sistemática ao governo. ‘‘Eles gostam de criar alarde em cima de coisas que não existem. Não passam de um braço político do partido de oposição.’’
Transporte escolar O governo do Estado repassou ontem aos municípios a primeira parcela (R$ 937,5 mil) referente ao custeiro do transporte escolar.

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