APP-Sindicato discute medidas para greve total
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de setembro de 2001
Fernanda Ongaratto<br> De Curitiba 
O comando de greve da APP-Sindicato esteve reunido ontem na sede da entidade para discutir como será a paralisação total programada para a próxima quinta-feira. Quais as medidas que serão tomadas até lá e o que será feito para dar a largada na greve total também estiveram na pauta. Até o fechamento dessa edição, ainda não havia sido definido pela APP-Sindicato ''quais atos fortes'' seriam tomados na quinta-feira. Os servidores querem aumento salarial de 50,03%, referente aos últimos seis anos.
Desde a última quarta-feira os professores da rede estadual de ensino aderiram à operação-tartaruga e reduziram o tempo das aulas de 50 minutos para 30. O diretor do Paraná Educação, Claúdio Bomfanti, declarou na sexta-feira que a folha de pagamento que está sendo rodada nesse fim de semana - e não até o dia 10 como acontece todo mês - vai trazer o desconto integral nos salários dos professores que aderiram ao movimento.
A atitude, definida pela APP-Sindicato como ''intimidação'', também foi discutida na reunião. Luiz Carlos Paixão, secretário de organização da entidade, diz que a declaração de Bomfanti vai contra a lei. ''Ele sabe que está agindo contra o bom senso e a legalidade. Isso é um absurdo, falta de conhecimento.''
Os outros pontos que estavam sendo discutidos ontem foram as medidas que serão tomadas contra a eleição dos diretores das escolas públicas. A APP-Sindicato é contrária e vê as eleições como uma ''farsa'', já que, segundo Paixão, o candidato do governo entra quase eleito. Paixão também adiantou à Folha que, amanhã, várias escolas estaduais vão fazer mobilizações nas ruas contra o decreto de eleições dos diretores. Na terça-feira, professores e funcionários devem lotar as galerias da Assembléia Legislativa, quando o decreto será apresentado aos deputados.


