A paralisação nas escolas estaduais do Paraná, marcada a princípio apenas para o próximo dia 6, poderá se estender por um período maior. A afirmação foi feita ontem pelo presidente estadual da Associação Paranaense de Professores (APP-Sindicato), Romeu Gomes de Miranda, que esteve em Londrina para divulgar a assembléia estadual que acontece no próximo sábado, às 9 horas, no ginásio de esportes do Colégio Estadual Vicente Rijo. A decisão de prolongar ou não a paralisação será tomada durante a assembléia.
De acordo com Miranda, as medidas impostas pela Secretaria Estadual de Educação no início deste ano – como a diminuição de turmas noturnas em escolas de vários municípios – têm causado uma série de protestos, inclusive entre os próprios alunos. ‘‘Seguramente, não há mais nenhum segmento da educação satisfeito com a atual situação.’’
Além da paralisação nacional prevista para o dia 6, os professores e funcionários reunidos na assembléia pretendem discutir reajuste salarial; eleição direta de diretores de escolas; concurso público; revogação de portaria estabelecendo que escolas com menos de 160 alunos não podem ter diretor, supervisor e orientador; e retorno da grade curricular do ano 2000.
Romeu Miranda disse ainda que, diante da insatisfação generalizada, a assembléia deverá propor a saída da secretária Alcione Saliba. ‘‘Não há mais diálogo com a Secretaria. A educação no Paraná chegou a um grau extremo de desagregação. Pela gravidade da situação, é muito importante a participação maciça de educadores de toda a região na assembléia’’, afirmou o presidente da APP.

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