APP-Sindicato aplaude fim de jorro de dinheiro
Da Sucursal
A suspensão do programa Universidade do Professor, da Secretaria de Estado da Educação, em Faxinal do Céu, causou euforia entre os diretores da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato).
Já está terminando tarde. Este jorro de dinheiro público não poderia continuar por mais tempo, sentenciou o presidente da entidade, Romeu Gomes de Miranda.
Na opinião do líder sindical, o que faziam em Faxinal era uma imersão cultural. O que é isso? Uma fantasia, um culto ao individualismo ou uma pirotecnia pedagógica? Tudo isso não faz qualquer sentido enquanto os professores da escola pública do Paraná têm como principal debilidade o conhecimento do conteúdo específico, argumenta.
A empresa contratada pela Secretaria da Educação para os seminários de educação avançada é o Centro de Educação Gerencial Avançada com sede em Petrópolis (RJ) e de propriedade de Artur Pereira Oliveira Filho.
De acordo com a coordenadora do programa e mulher de Oliveira Filho, Lídia Bini, só poderemos nos manifestar depois de uma conversa com o governador Jaime Lerner.
Lídia afirmou ainda que o marido dela estaria voltando de uma viagem ao Rio de Janeiro mas que não pretendia se manifestar antes de ouvir o governador.
O centro foi contratado sem licitação e recebia R$ 160 mil por seminário. No ano passado foram realizados 25 e este ano, mais quatro. Cerca de mil professores passavam uma semana em Faxinal do Céu com todas as despesas pagas.
Com mais de R$ 4 milhões gastos só com a empresa contratada, as escolas poderiam deixar de ter como biblioteca apenas uma placa na parede. Além disso, nenhuma das universidades do Paraná sequer foi contatada para realizar o projeto. Isso nos parece mais um marketing político do que qualquer outra coisa, desabafou Miranda.





