Curitiba - Dezenas de professores fizeram um protesto ontem em frente à Secretaria Estadual de Educação, em Curitiba, pedindo a alteração de várias regras estabelecidas no edital que normatiza a realização do concurso para contratação de 13,6 mil professores. O protesto foi organizado pela APP-Sindicato. No boletim informativo da categoria, a APP diz que ''se posiciona contra o concurso público, pois do jeito que está proposto mais parece uma armadilha''. No fim da tarde, os professores participaram de uma reunião com a secretária estadual de Educação, Sueli Seixas, para apresentar as reivindicações.
Os professores pedem a alteração de dez itens existentes no edital. O primeiro diz respeito aos salários. Hoje os professores contratados pelo regime CLT e pós-graduados, são enquadrados no nível 7 da carreira do Estado e recebem pela referência 3. Isso equivale a um salário de aproximadamente R$ 600,00. Pelas regras do edital, o professor que for aprovado no concurso será contratado no nível 6 e receberá pela referência 1. Ou seja, receberá R$ 385,00, o que equivale a uma redução de 58%.
Outra reivindicação é com relação aos professores que em 1992 mudaram do regime CLT para o estatutário, sem prestar concurso. São 2 mil professores nessa situação, conhecidos como os professores do ''fundinho''. Como não fizeram concurso, a situação desses professores não está totalmente regularizada. A APP argumenta que com vontade política o Estado consegue resolver a situação desses professores.
Os professores pediram ainda o fim da exigência de conhecimentos em informática, linguagem de sinais, e em matemática, quando a vaga pleiteada pelo professor não for de uma disciplina da área de exatas. A categoria também tentou alterar a data de realização das provas, marcadas para o dia 3 de novembro.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou que a secretária Sueli Seixas se comprometeu com os professores a levar as duas principais reivindicações salarial e de regularização dos professores do fundinho para uma reunião com o secretário estadual de Administração, Ricardo Smijtink. Ela também pediu aos professores que respeitem um prazo mínimo necessário para que a secretaria consiga obter respostas a essas reivindicações.
Quanto a data do concurso, a secretária adiantou que não será possível alterá-la porque pretende-se homologar o resultado da seleção ainda neste governo. Se as provas não forem realizadas no início de novembro não haverá tempo hábil para fazer a homologação.

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