Pais das 150 crianças atendidas pela Creche-Escola Governador José Richa, no Conjunto Violin (zona norte), estão preocupados com o processo de intervenção requerido à Promotoria da Vara da Infância e Juventude pela Secretaria Municipal de Educação. Na última segunda-feira, eles se reuniram e formaram uma Associação de Pais e Professores (APP) para acompanhar o resultado da auditoria. ''Aceitamos a intervenção, mas queremos que a instituição permaneça aberta e funcionando'', afirmou um dos líderes do movimento, Antônio Pinheiro.
Existem suspeitas de que a direção da creche tenha desviado recursos na ordem de R$ 50 mil, destinados pelo governo federal, e outros R$ 12,5 mil pela prefeitura, para outras finalidades, que não às estabelecidas em convênio. A promotora da Vara da Infância e Juventude, Edina de Paula, começou a analisar o processo ontem.
O grupo de pais, de acordo com Pinheiro, não questiona a realização da auditoria e nem a indicação dos interventores, mas pedem que a intervenção seja temporária e que haja eleição dentro da legalidade. ''Queremos que a nova diretoria seja constituída de pais de alunos ou membros da comunidade do Conjunto Violin, dentro dos parâmetros legais'', salientou Pinheiro. Eles reivindicam uma reunião com a secretária de Educação para que ela esclareça o problema e apresente soluções.
Por outro lado, ao enviar o processo à Promotoria Vara da Infância e Juventude, a secretária de Educação, Magda Tuma, já indicou a nomeação de um grupo de três interventores para a Creche-Escola Governador José Richa, e para a Creche Parque Ouro Branco, na zona sul. ''São profissionais com experiência em educação infantil e coordenação deste tipo de unidade'', explicou a secretária. Segundo ela, a atual diretoria deve ser afastada para esclarecimento das irregularidades.
Magda enfatizou que ''a intervenção na creche José Richa será temporária e em caráter de esclarecimento''. De acordo com a secretária, não haverá interrupção de atendimento às crianças. A mesma situação enfrenta a Creche Ouro Branco, do Parque Ouro Branco (zona sul). As atividades continuam normais nas duas instituições. ''Vamos aguardar a decisão da Justiça'', concluiu Magda.

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