Da Redação
A Procuradoria Geral do Estado obteve no início da noite de ontem uma liminar judicial que estipula multa de R$ 100 mil por dia para a APP-Sindicato caso a manifestação dos professores, programada para hoje, promova a ocupação de algum prédio público. O presidente da APP-Sindicato, Romeu Gomes de Miranda, e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também são arrolados na ação proposta pela Procuradoria.
A liminar foi concedida pelo juiz João Domingos Kuster Puppi, da 3ª Vara da Fazenda Pública. Segundo o procurador geral do Estado, Joel Coimbra, a ação - tecnicamente chamada de interdito proibitório - é preventiva, para manter a ordem e o perfeito funcionamento das repartições públicas.
Além da multa, os manifestantes estarão sujeitos a ações de responsabilização criminal caso a decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública seja desrespeitada. ‘‘A liminar é clara: ela determina que não aconteçam as ocupações que porventura estivessem programadas’’, afirmou Joel Coimbra.
Recurso O governo do Estado protocola hoje um recurso contra a liminar que proíbe a contratação de professores aprovados no concurso do Paranaeducação. Para suprir o déficit de 30 mil horas/aula por semana nas escolas do Paraná, existe a necessidade de contratação imediata de pelo menos 800 aprovados. A situação é mais crítica em escolas estaduais de Cascavel, União da Vitória e da Região Metropolitana de Curitiba.
O concurso público para seleção de professores, orientadores educacionais, supervisores e administradores educacionais pelo Paranaeducação foi realizado dia 19 de março passado, em 29 municípios paranaenses. Foram aprovados 6 mil professores. No entanto, uma liminar da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) está impedindo a contratação.

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