O presidente estadual da APP Sindicato, Romeu Gomes de Miranda, reafirmou ontem, em Londrina que, mesmo com o abono de R$ 100,00 anunciado pelo governo estadual aos servidores no último dia 27, a categoria vai continuar reivindicando a reposição salarial de 65%, referente as perdas salarias de quase sete anos.
Segundo Miranda, em uma reunião realizada no dia 23 de abril com o governador Jaime Lerner (PFL) e o líder do governo na Assembléia Legislativa, o deputado Durval Amaral (PFL), houve o comprometimento de avaliação da reivindicação. ‘‘O governador se comprometeu a estudar o reajuste. Ele pediu prazo porque disse que precisava fechar as contas do quadrimestre. Nos sentiremos frustrados se não for cumprido o compromisso de uma reunião marcada para o dia 13. Se ele pensa que com isso (o abono), vai nos enganar, ele está enganado’’, disse Miranda, alegando que o abono exclui os professores aposentados. ‘‘Quando nos foi dado o último reajuste de 10%, em agosto de 1995, o botijão de gás custava R$ 4,50. Hoje custa R$ 27,00. Por que o governo discrimina os aposentados?, questionou.
Outro ponto em debate pelos professores é o novo plano de saúde dos servidores implantado pelo governo, substituindo o Instituto de Previdência do Estado (Ipê). ‘‘Esse plano é uma falcatrua. Só para se ter uma idéia, para atender os 136 mil servidores de Curitiba e região metropolitana, somente um hospital foi credenciado. No primeiro dia de funcionamento do plano, já tivemos reclamações.’’
A APP realiza nos dias 6,7 e 8 de junho em Curitiba, uma Conferência Estadual para elencar as propostas para a educação que serão apresentadas aos candidatos ao Palácio Iguaçu. No dia 10 de maio, a APP de Londrina realiza a Conferência Regional.

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