Avançaram pouco as negociações entre a Secretaria de Estado da Educação e a APP-Sindicato, para decidir sobre o futuro da contribuição sindical dos professores da rede estadual. Ontem, o segundo round sobre o assunto não definiu as bases para a cobrança da mensalidade.
‘‘Elogiamos o diálogo como forma de resolver as questões da educação, mas achamos que o processo está muito lento’’, disse o presidente da APP-Sindicato, Romeu Gomes de Miranda, após a reunião. A secretária da Educação, Alcyone Saliba - que havia pregado, ao assumir o cargo, o diálogo como base para todas as decisões - vai consultar outros segmentos do governo antes de tomar uma posição.
A APP insiste no desconto, em folha de pagamento, da mensalidade para o sindicato. O governo considera que a cobrança só poderia ser feita se autorizada por cada professor, e para isso enviou aos 57 mil professores da rede pública uma carta-consulta. Apenas 3,6 mil professores responderam, autorizando o débito. ‘‘Há uma ingerência excessiva do governo em assuntos que só dizem respeito ao sindicato e seus associados’’, critica Miranda.
Uma nova reunião, hoje, deve decidir a cobrança referente ao mês de janeiro. Os meses subsequentes dependem de novas negociações. (M.C.S.)

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