APP diz que reajuste não existiu
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terça-feira, 16 de junho de 1998
Israel Reinstein 
A Associação dos Professores do Paraná (APP) considera enganosa a propaganda do governo estadual, em que dois gaúchos, numa churrascada, falam da concessão de reajuste de 120% a categoria. Para o presidente da APP, Romeu Gomes de Miranda, houve má-fé do governo Jaime Lerner ao anunciar um reajuste inexistente. Segundo ele, o aumento acumulado para a categoria na atual gestão não superou 40%. No entanto, a diretora geral da Secretaria de Estado da Educação, Mirian Zanninelli Wellner, afirma que entre reajuste e criação de novos níveis de carreira, os professores tiveram uma elevação média de 130%.
Romeu argumenta que houve apenas dois reajustes durante o governo Lerner, efetuados em abril (25%) e agosto (10%) de 1995, acumulando 37,5%. O governo considera até aumentos concedidos na gestão do ex-governador Mário Pereira, aprovado no fim de dezembro de 1994, questiona. Além disso, Romeu critica a Secretaria da Educação, que, segundo ele, estaria considerando aumento o que é apenas a movimentação de carreira. O professor que dá aula de alfabetização ganha apenas R$ 253,00, critica.
Porém, Mirian explica que os professores tiveram nestes anos uma melhoria salarial de 130%. Os quatro professores que hoje recebem R$ 253,00 estariam em dois níveis acima do que estavam os iniciantes na gestão passada. Em tempos de inflação baixa, a forma encontrada foi a criação e movimentação de níveis, diz. Nestes patamares, onde os salários variam de R$ 385 a R$ 721, estariam pouco mais de 50% dos 39.783 professores.
Hoje à tarde, a Associação dos Professores vai entregar aos deputados uma proposta de planos de cargos e carreiras.


