A Associação Paranaense dos Professores (APP-Sindicato) está protestando contra o Programa de Correção de Fluxo, que será implantado no próximo mês pela Secretaria Estadual da Educação.
O programa é dirigido aos alunos de 1º grau da rede pública estadual paranaense, que estão em séries inadequadas para suas idades. Eles passarão a frequentar classes diferenciadas para poder recuperar até três anos do 1º grau em apenas um ano letivo. A Secretaria de Educação garante que não haverá perda de currículo com o programa compacto.
Mas a diretoria da APP classificou o programa como uma alternativa que irá ‘‘acelerar e baratear o ensino, comprometendo a sua qualidade.’’
O presidente do sindicato, Romeu Gomes de Miranda, afirmou que o plano foi concebido sem a participação dos principais agentes do processo educativo, que são os professores.
‘‘O governo não pode supor que resolverá tão graves distorções da escola pública, passando olimpicamente por cima dos problemas vitais sofridos pelos professores, como falta de hora-atividade, defasagem salarial, infra-estrutura precária e outros’’, denunciou Miranda.
Segundo a secretaria, o objetivo do programa é acabar com as distorções idade-série, que atingem 315.859 alunos de 1º grau (36,37% do total) e seriam a principal causa da evasão escolar. Com currículos compactos, eles farão dois ou até três anos em apenas um, até atingir a série adequada.
A chefe do Departamento de Ensino de 1º Grau da secretaria, Zélia Marochi, acredita que não haverá perda de conteúdo pela compactação do currículo.
‘‘O programa não será menos exigente nem será apressado, apenas será diferente, passando pelos eixos básicos do currículo’’, afirmou.
O número de horas-aula será o mesmo das turmas normais. O alunos terão apenas menos tempo para apreender um maior conteúde de informações.

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