APP critica o Programa de Correção de Fluxo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de março de 1997
Da Sucursal 
A Associação Paranaense dos Professores (APP-Sindicato) está protestando contra o Programa de Correção de Fluxo, que será implantado no próximo mês pela Secretaria Estadual da Educação.
O programa é dirigido aos alunos de 1º grau da rede pública estadual paranaense, que estão em séries inadequadas para suas idades. Eles passarão a frequentar classes diferenciadas para poder recuperar até três anos do 1º grau em apenas um ano letivo. A Secretaria de Educação garante que não haverá perda de currículo com o programa compacto.
Mas a diretoria da APP classificou o programa como uma alternativa que irá acelerar e baratear o ensino, comprometendo a sua qualidade.
O presidente do sindicato, Romeu Gomes de Miranda, afirmou que o plano foi concebido sem a participação dos principais agentes do processo educativo, que são os professores.
O governo não pode supor que resolverá tão graves distorções da escola pública, passando olimpicamente por cima dos problemas vitais sofridos pelos professores, como falta de hora-atividade, defasagem salarial, infra-estrutura precária e outros, denunciou Miranda.
Segundo a secretaria, o objetivo do programa é acabar com as distorções idade-série, que atingem 315.859 alunos de 1º grau (36,37% do total) e seriam a principal causa da evasão escolar. Com currículos compactos, eles farão dois ou até três anos em apenas um, até atingir a série adequada.
A chefe do Departamento de Ensino de 1º Grau da secretaria, Zélia Marochi, acredita que não haverá perda de conteúdo pela compactação do currículo.
O programa não será menos exigente nem será apressado, apenas será diferente, passando pelos eixos básicos do currículo, afirmou.
O número de horas-aula será o mesmo das turmas normais. O alunos terão apenas menos tempo para apreender um maior conteúde de informações.


