APP ameaça não começar ano letivo
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de fevereiro de 1997
Da Sucursal 
1997, o ano que pode não começar. É com esse mote que a APP-Sindicato está levando à população paranaense, através de anúncios na televisão, sua insatisfação com a política do governo do Estado para o magistério. O anúncio traz embutida uma ameaça de paralisação da categoria já no início do ano - possibilidade considerada remota pela Secretaria da Educação e ainda pouco comentada nas escolas.
O secretário de imprensa da APP-Sindicato, José Lemos, diz que a paralisação será discutida se até a semana que vem o governo não der uma resposta concreta às reivindicações dos professores. São três pedidos: mais recursos para o atendimento à saúde pelo Instituto de Previdência do Estado; elaboração de um cronograma para a reposição gradativa de perdas salariais avaliadas em 238% nos últimos dez anos; e concessão imediata da hora-atividade de 20%.
O secretário Ramiro Wahrhaftig diz que o governo é favorável à hora-atividade, mas que só poderá concedê-la, na melhor das hipóteses, no segundo semestre. A hora-atividade consiste na permissão para que o professor use parte da sua carga horária (no caso, 20%) para atividades extra-classe, como preparação de aulas e aperfeiçoamento.
Quanto à reposição salarial, o secretário afirma que ela está condicionada ao desempenho da arrecadação do Estado. Não promete índices nem prazos. A recuperação real dos salários dos professores já começou, neste governo, depois de sete anos de perdas, afirma. Uma greve agora seria falta de bom sendo dos professores.


