Aposentadoria aos oito anos
Conforme o sargento Adilson Balbino, a regra é que com oito anos de patrulhamento os animais podem ser aposentados. Mas na tropa da Cavalaria do 5º BPM alguns estão na ativa há 11 anos. ''Como nossos cavalos recebem um trato muito bom, têm condições de trabalhar mais tempo. O meu cavalo é o Maverick, ele tem cerca de 30 anos e há 11 está trabalhando comigo. É claro que a rotina dele é mais leve, mas ele ainda está na ativa'', disse.
Os cavalos da Polícia Militar são alimentados com ração às 5h30 e às 11 horas. Às 15 horas, recebem sal, às 16 horas ganham alfafa e cenoura e às 18 horas mais um pouco de ração. Além disso, nas baias há água à vontade. Nos dias de calor, quando chegam da rua os animais tomam banho e no frio a ducha também é feita, mas não no animal todo. Toda a manutenção e tratamento dos animais é feita pelos próprios policiais da Cavalaria. O atendimento veterinário é realizado pela equipe da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Sargento Balbino disse que após três anos de trabalho com o cavalo o policial tem o direito a ficar com ele caso seja necessária a aposentadoria do animal. O trabalho tão próximo cria uma relação de amizade entre cavalo e cavaleiro. ''Meus filhos adoram o Maverick e às vezes tenho que trazê-los aqui aos finais de semana para eles verem o cavalo. Meus filhos falam que ele é o 'nosso cavalo' e têm um carinho muito grande por ele. Essa é a maior diferença entre trabalhar com um cavalo e trabalhar em uma viatura'', relatou. (M.A.)





