Mandioca, batata doce, caju, feijão guandu. Tudo isso germina no canteiro central da avenida Rosalvo Marques Bonfim, divisa do Maria Celina I e II, pelas mãos habilidosas do operador de máquinas aposentado, Joaquim Soares dos Santos, 53 anos. Dali, há alguns meses, ele colheu mais de 100 quilos de mandioca.
Como a área não é utilizada pela prefeitura, ele começou a plantação. ''Minha mulher já colocou até uma placa de 'proibido caçar' uma vez de tão grande que estava o mato'', lembrou.
Nesta época, era comum a aparição de cobras, aranhas e insetos nos quintais das casas. Há pouco tempo, porém, funcionários municipais fizeram a roçagem, limpeza e retirada do mato e lixo do canteiro. Alguns vizinhos do aposentado também seguiram o exemplo e fizeram suas ''hortas''.
Ele mora no Maria Celina há dois anos. A família morava no Distrito de Guaravera (zona leste) mas ele decidiu ganhar a vida em Santo André, na Grande São Paulo. Depois de aposentado, decidiu voltar para o Paraná e se instalou no bairro, que, mesmo com muitos problemas, aprendeu a gostar.

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