Em meio à mudança da favela para as novas casas também teve quem reclamou. O aposentado Clínger Fernandes da Costa, 59, por exemplo, disse que levou ‘‘prejuízo’’ de R$ 450,00 porque o dinheiro enviado pela Cohapar não foi suficiente para concluir a casa. ‘‘Tive que completar do bolso’’, protestou. Clínger diz que só conseguiu o dinheiro com a ajuda dos filhos. Ele também se queixou da perda do barraco, onde morou por 14 anos.
O gerente regional da Cohapar, Norton Horn, garante que o caso de Clínger é isolado. ‘‘Ele não quis participar da comissão formada para a compra dos materiais e acabou pagando preços maiores’’, explica. Outro aposentado, Sebastião de Souza, 75, reclama que a nova casa é muito pequena. ‘‘Vou ter que aumentá-la, mas não tenho dinheiro’’. Ele morava na velha casa há 15 anos. Segundo Horn, Sebastião pode ampliar a unidade com materiais da casa velha.

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