O aposentado Antônio Donatz Ribeiro da Silva, 69 anos, morador no bairro Bacacheri, em Curitiba, pagou R$ 2,05 pelo Serviço de Auxílio à Lista da Telepar-Brasil Telecom, mas não conseguiu falar com a pessoa desejada. O número de telefone estava ligado ao fax do Posto Portal do Solar. Donatz reclamou junto à empresa telefônica, mas teve sua reivindicação considerada improcedente. A Telepar alega que a decisão ocorreu após uma rigorosa sindicância que apurou o caso.
Donatz alega que reclamou no dia seguinte para a Telepar-104, no qual a atendente o orientou aguardar a próxima fatura. ‘‘Para minha surpresa a fatura trouxe a cobrança de um serviço que não atendeu completamente, escrito em negrito que minha reclamação não tinha procedência’’, disse Ribeiro.
Segundo o gerente regional da Central de Atendimentos da Telepar, Marcelo Pinheiro, o cliente que não obter o número correto deve entrar em contato imediatamente com o 102 para informar sobre a situação. ‘‘Com certeza esse caso foi checado e a empresa tomou a decisão que julgou ser a correta’’, disse.
Mesmo inconformado com a cobrança, Donatz não recorreu ao Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon). ‘‘Muitas vezes nem conseguimos falar com os atendentes do Procon. Preferi reclamar diretamente na Telepar e fui lesado’’, afirmou. Desde o início do ano o Procon realizou 1,67 mil atendimentos relativos a dúvidas de cobranças e outros 1,3 mil referentes a cobranças indevidas.
Mensalmente a Telepar recebe 3 milhões de solicitações de auxílio à lista. Desse total cerca de 33% são cobrados em faturas. Nos casos de solicitações cujos números de telefones não constam na lista, ligações feitas em telefones públicos e ligações realizadas por deficientes visuais cadastrados na Telepar, a empresa não cobra pelo serviço executado.

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