Paulo WolfgangDiferençaMartins Alegre: ‘Taxa e consulta não eram cobradas antes’O aposentado Martins Aurélio Alegre, 77 anos, conveniado do plano de saúde Hospitalar desde 1988, não concorda com a cobrança de consultas e de taxa de administração para realização de exames clínicos e laboratoriais. Ontem ele esteve na Folha para reclamar que até o ano passado os conveniados não tinham que pagar por esses serviços. ‘‘Eu fui ao ambulatório segunda-feira e disseram que só seria consultado se pagasse R$ 25,00. Isso nunca aconteceu antes’’, protestou. Ele deixou o ambulatório na rua Souza Naves e foi até o Hospital Evangélico, onde foi atendido pelo convênio.
O aposentado afirma que o plano de saúde também está cobrando uma taxa de administração de 15% do valor dos exames solicitados por médicos credenciados. ‘‘Isso também não era cobrado antes.’’ Martins Alegre diz ainda que, apesar de seu plano de saúde dar cobertura para gastos com produtos descartáveis, em caso de internamento, o hospital não cumpre a cláusula. ‘‘Estive internado e precisei pagar pelos descartáveis.’’
Procurado pela Folha, o diretor do Hospitalar, Décio Weybert, afirmou que há planos de saúde que cobrem apenas internamentos. ‘‘Deve ser o caso desse senhor. Se ele fez consultas anteriormente sem pagá-las, foi por alguma liberalidade que não existe mais.’’
Weybert disse que a taxa de administração para realização de exames sempre existiu no caso de convênios que têm uma cobertura menor, mas que incide sobre valores da tabela cobrada pela Associação Médica Brasileira (AMB). ‘‘Essa taxa de serviço é uma rotina, mas o conveniado paga um valor inferior pelos exames por ser com base na tabela da AMB’’, justificou.
Sobre a cobrança de produtos descartáveis durante internação, no caso do conveniado que tem plano que assegura este tipo de cobertura, o diretor coloca em dúvida a acusação feita pelo aposentado. ‘‘Se isso aconteceu mesmo ele pode ter o dinheiro de volta.’’

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