Enquanto a Prefeitura de Londrina discute em que terreno será implantado o aterro sanitário da cidade, uma outra espécie de lixão a céu aberto vai ganhando contornos no Jardim São Lourenço, na Zona Sul.
Localizada nos fundos da residência do aposentado Joaquim Augusto Guimarães, 70 anos, a área se tornou depósito dos mais diversos tipos de quinquilharias de galhos de árvores a papelão, embalagens e até animais mortos.
De acordo com o aposentado, o entulho não é recente, assim como as reclamações já feitas à Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, de quem ele diz ser o terreno.
''Moro aqui há 28 anos e há 15 que isso vem acontecendo. É papel higiênico jogado de um lado, cachorro e gato morto de outro, isso quando o povo não coloca fogo nos galhos e a fumaça entra toda na minha casa'', reclamou Guimarães. Conforme o aposentado, o transtorno gerado vai além do mau cheiro, já que o lixo atrai vermes e moscas.
''Já pedi na Cohab que cercassem o lugar com arame, para ver se param de chegar com mais entulho. Até agora, nada; o jeito acho que vai ser eu mesmo mandar limpar tudo'', concluiu.
Na visita ao local, é possível confirmar rapidamente a situação, corroborada até por catadores de lixo que selecionam ali mesmo o que é reciclável. ''Esse pedaço já é ponto nosso, pois tem desde papelão até ferro-velho'', comentou o catador Paulo Nogueira Mariano, 28 anos.
O presidente da Cohab-Londrina, Carlos Eduardo Afonseca e Silva, disse ontem que não só desconhecia a situação irregular como também reclamações anteriores do morador vizinho. Entretanto, ele garantiu que visitaria a área no início da próxima semana para ver o que precisaria ser feito.

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