Aposentado exige que Sanepar conserte a calçada que quebrou
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de julho de 1997
Luka Morais Londrina 
Dorico da SilvaRemendo, não!Manoel Fraga Abelha mostra os tijolos comprados pela empreiteira: São podres e fora do padrãoO serviço feito pela Sanepar, três meses atrás, para remanejamento da rede de tubulação, acabou se transformando em problema para o agricultor aposentado Manoel Fraga Abelha, 69 anos. Morador da rua Carolina, no jardim Quebec (zona oeste), ele está tendo que conviver com o buraco de quase um metro de largura em toda extensão da calçada na frente de sua casa.
A empreiteira contratada pela Sanepar chegou a levar os tijolos que recobririam a parte quebrada. Mas Fraga Abelha não autorizou que o serviço fosse executado. Queriam colocar tijolos podres e fora do padrão. Quero minha calçada do jeito que era antes e com o material adequado, reclama o agricultor aposentado.
Ele conta que manteve contatos com a Sanepar e foi informado de que a empreiteira estava tendo dificuldades para encontrar os tijolos do mesmo padrão dos usados na calçada. Eu fui em dois depósitos e encontrei os tijolos. O problema é que estão querendo usar um tijolo ruim, fora do padrão, que é mais barato. Isso eu não aceito.
De acordo com Fraga Abelha, o serviço foi feito em toda extensão da rua. mas ele observa que os vizinhos não tiveram problemas com o calçamento. Aqui, para ficar bom, é preciso usar tijolo do mesmo tamanho, senão não vai dar certo porque não vão se encaixar, afirma. A obstrução na calçada é um transtorno para os pedestres e também para a família de Fraga Abelha. A sujeira vai toda para dentro de casa.
O gerente metropolitano da Sanepar, em Londrina, Paulo Kishima, informou que a empreiteira teve dificuldades para encontrar tijolo semelhante ao empregado na calçada em frente do aposentado. Kishima disse que ontem mesmo iriam mostrar para ele um tijolo encontrado em Ibiporã e, caso ele aceitasse o material, a calçada seria refeita imediatamente. Nós procuramos resolver um problema com a água, trocando a tubulação, mas enfrentamos essas dificuldades para repor o material que seja de agrado das pessoas e que tenha um preço compatível.


