A Polícia Civil de Londrina está investigando a morte do aposentado Salomão Demétrio Atra, 73 anos. O aposentado foi encontrado morto ontem de manhã, em seu apartamento, em um edifício localizado na Rua Mato Grosso, centro de Londrina. O corpo estava em adiantado estado de decomposição. Atra, que morava sozinho, estava amordaçado, com as mãos e pés amarrados, deitado de bruços no banheiro cheio de sangue. Segundo a polícia, o apartamento estava totalmente revirado. A hipótese mais provável é que o aposentado tenha sido morto na noite de quarta-feira. A causa da morte, porém, ainda não havia sido determinada até a tarde de ontem.
O corpo do aposentado foi encontrado pelo corretor de imóveis Airton Gabriel, 52 anos, por volta das 10 horas. Segundo Gabriel, Salomão Atra estaria vendendo seu apartamento e, por causa disso, o corretor estava tentando entrar em contato com o proprietário. ‘‘Tentei fazer várias ligações para ele e como não atendia o telefone, resolvi vir pessoalmente’’.
Quando o corretor chegou ao apartamento, percebeu que a porta estava aberta. ‘‘Entrei, vi aquela bagunça, fiquei preocupado e fui procurar o seu Salomão. Encontrei ele no banheiro, todo amarrado’’, disse. O corretor acionou o Siate, que chamou a polícia.
Os vizinhos afirmaram não ter percebido nada de estranho no apartamento do aposentado. Segundo um dos vizinhos, que não quis se identificar, Salomão Atra era uma pessoa sossegada que quase não recebia visitas. ‘‘De vez em quando a gente via umas moças meio esquisitas, tipo garota de programa, mas é só’’, disse.
O vizinho Cícero Vicente, 33 anos, foi provavelmente uma das últimas pessoas a ver o aposentado com vida. Segundo Vicente, ele se encontrou com Salomão Atra na quarta-feira, por volta das 17h30, quando o aposentado tentava abrir a porta do edifício. ‘‘Ele estava com dificuldades então eu o ajudei’’, contou.
Segundo um dos amigos do aposentado, Fernandes de Oliveira, Salomão vivia sozinho e estava com problemas de saúde. ‘‘Ele queria vender o apartamento para ir morar com a irmã, em São Carlos (SP)’’, contou. Oliveira não se conformava com o morte do amigo. ‘‘Foi uma barbaride o que fizeram com ele’’, revoltou-se, depois de sair do apartamento.
Segundo o delegado-operacional de Londrina, Jurandir Gonçalves André, que esteve no local, a polícia ainda não tinha pistas do assassino e trabalhava com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Até às 15 horas de ontem, o perito Luiz Noburo, do Instituto de Criminalística, ainda não havia concluido a perícia no local do crime. O corpo de Salomão Atra foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina para necrópsia.

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