O aposentado Marcos Camargo de Lima, 63 anos, denunciou ontem à Folha que teria sido espancado por seguranças da Assembléia Legislativa do Paraná. O fato teria acontecido na manhã da última quarta-feira. Ex-funcionário da Casa, onde trabalhou por mais de dez anos como agente administrativo, Lima contou que fazia um manifesto ''pacífico'' do lado de fora dos portões e, quando tentou entrar no prédio, foi abordado por cerca de dez homens da segurança, que passaram a espancá-lo.

''Cai, levei vários pontapés, inclusive na cabeça, e tive minha roupa toda rasgada. Eles me machucaram muito'', declarou Lima. O aposentado se dirigiu ao 4º Distrito Policial e de lá foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exame de lesões corporais. O laudo do IML acusa múltiplas escoriações e hematomas pelo corpo.


Lima disse que encabeçou uma campanha ''Movimento para Cidadania'' para arrecadar alimentos não perecíveis, agasalhos, cobertores e roupas, que seriam doados para os próprios funcionários da Assembléia, ativos e aposentados. Segundo ele, a idéia era mostrar a crítica situação dos servidores que ''não têm reajuste salarial há nove anos''. Esse seria o motivo da panfletagem em frente à Assembléia.

A Folha tentou ouvir o chefe da segurança da Assembléia Legislativa, identificado apenas como Marco Aurélio, mas não foi possível localizá-lo. O presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB), afirmou que desconhecia o fato e que iria apurá-lo na segunda-feira, pois o expediente já havia terminado.

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