ZanellaAventuraAlfredo Simon: ‘‘Parece uma mentira. É difícil acreditar na reabertura, depois de tantos anos de luta’’O aposentado Alfredo Simon, de 76 anos, chorou ontem durante a abertura da Estrada do Colono. Pai de sete filhos e avô de oito netos, ele disse que a estrada é responsável por tudo que tem. ‘‘Desde a casa ao carro da família, o dinheiro veio da Estrada do Colono.’’
Simon percorria os 17,6 quilômetros da estrada todos os dias. Ele transportava porcos de Capanema até Medianeira, onde entregava ao frigorífico Frimesa. ‘‘Na viagem de volta a Capanema, para ganhar uns trocados a mais, eu trazia mercadorias para armazéns e mercearias’’, conta.
O aposentado trafegou pela Estrada do Colono com sua caminhonete Ford durante 33 anos - entre 1953 e 1986, quando a Justiça concedeu liminar determinando o seu fechamento, por considerá-la prejudicial ao meio ambiente.
‘‘Parece uma mentira. É dificil acreditar na reabertura, depois de tantos anos de luta’’, disse. O aposentado pediu aos oito netos, que moram em Foz do Iguaçu e Cascavel, que viajem para Capanema no próximo domingo. ‘‘Quero contar e mostrar para eles todas as aventuras vividas aqui’’, disse.
Cascalhamento O trabalho de cascalhamento, segundo a Aipopec, estará concluído até no final desta semana. Até agora, apenas os trechos mais críticos receberam essa melhoria. Os funcionários das prefeituras e voluntários abriram as laterais da estrada, que estão com largura entre oito e dez metros.

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