Ibipor㖠A família do aposentado Manoel Carlos, assassinado anteontem durante o tiroteio, cobra informações detalhadas sobre o caso do 5º Batalhão da Polícia Militar. Parentes e amigos velaram o corpo ontem, dia em que Manoel completaria 83 anos de vida.
O enterro aconteceu às 16h30 de ontem, no Cemitério Municipal de Ibiporã, cidade onde a maioria da família reside. O neto da vítima, o comerciante Márcio Luiz Pedreiro, 27 anos, critica a onda de violência. ‘‘Curiosamente, meu avô sobreviveu a dois atropelamentos e até suportou um raio na cabeça. É lamentável perdê-lo para criminalidade que se espalhou por Londrina’’, comentou.
Pedreiro disse não ter nada contra o policial militar Celso Amauri Alves, que fazia a segurança do carro. ‘‘Sei que o PM não poderia estar fazendo o ‘bico’, mas o salário baixo levou ele a fazer isso.’’
Manoel era viúvo, deixa seis filhos e a lembrança de homem bem humorado. Segundo a família, Manoel passava ‘‘temporadas alternadas’’ na casa dos parentes que moram em Londrina, Ibiporã e Cambé. Mesmo com 82 anos, ele andava sozinho pelas três cidades.

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