Apesar de saber que as atividades no hospital seriam reduzidas, a aposentada Elizabeth Smoger, 61 anos, saiu cedo de casa ontem, para ir ao setor de Pronto Atendimento do Hospital de Clínicas. Moradora do município de São José dos Pinhais, a cerca de 30 quilômetros do HC, ela confessa que teve medo de viajar até Curitiba e não ser atendida. ‘‘Por isso telefonei antes de sair de casa e me informei se poderia vir.’’
Ela precisava marcar uma cirurgia de fêmur para uma amiga que caiu e teve fraturas. ‘‘Ela não tem condições de pagar por esta operação, que custa R$ 1.200,00’’, explicou Elizabeth. Elizabeth informou que a amiga é pensionista e ganha um salário mínimo por mês.
‘‘Fiquei sabendo pelos jornais que o hospital diminuiu os atendimentos por falta de dinheiro’’, disse ela. ‘‘Torci para que eu pudesse ser atendida.’’
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau (Sinditest-PR), Roseli Isidoro, denunciou a omissão de atendimento no HC, que teria ocorrido ontem nas primeiras horas da manhã. ‘‘Antes das 6 horas, várias ambulâncias e pacientes foram dispensados no setor de Pronto Atendimento’’, garantiu.

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