Aposentada reclama de atendimento do Banestado
Paulo Ubiratan
De Londrina
Aposentado não é lixo e não deve ser usado para beijar o chão por onde passa banqueiro. Com este desabafo, Iolanda Aparecida Vila Nova, 58 anos, mostra sua revolta contra a forma como foi tratada no Banestado quando foi retirar sua aposentadoria no caixa eletrônico da agência Ouro Verde (centro de Londrina).
Na manhã de terça-feira ela disse que seu cartão e de outros aposentados foram recusados pelo caixa eletrônico. Sem saber o que fazer eles ficaram por longo tempo no local e ninguém do banco veio explicar o que acontecia. Queríamos apenas orientação de como proceder diante do problema. Primeiramente chamamos um guarda que estava perto e ele disse que não sabia. Depois apareceu um homem que se desculpou, mas alegou que não havia pessoal para nos atender, contou.
Para ela, o defeito técnico que misteriosamente ocorreu no caixa eletrônico leva a crer que o Banestado quer que eles recebam suas aposentadorias no caixa convencional onde é cobrado R$ 1,50 como taxa de serviço. Não quero acusar ninguém, mas todos os primeiros dias do mês quando vamos receber, coincidentemente ocorre um problema no caixa eletrônico da agência, afirmou.
Um dos gerentes da agência, João Maria Bav, negou que o banco esteja criando propositadamente problemas para cobrar taxas. Ele confirmou o problema no caixa eletrônico e justificou que foi causado porque o guarda abriu a porta para o público antes do horário normal de funcionamento, quando todo o sistema está regulado. João Maria disse que faltou orientação aos aposentados já que o funcionário escalado chegou atrasado ao trabalho naquele dia.





