Rolândia - Mais um crime chocou os moradores de Rolândia (25 km a oeste de Londrina). A serventuária da Justiça Massaco Shirahigue, de 66 anos, foi estrangulada em sua própria casa, no Centro da cidade, na sexta-feira de manhã. A vítima era solteira, não tinha filhos, sem inimizades e, aparentemente, nada foi roubado. No local estavam seus documentos, cheques, cartões bancários e o carro. Este é o terceiro homicídio do ano registrado em Rolândia.
Segundo informações da Polícia Militar, o corpo da funcionária pública foi encontrado na sexta-feira à noite por um cunhado, que teria estranhado a ausência dela durante todo o dia. Depois de ir três vezes à casa de Massaco, o parente observou que o cadeado do portão estava aberto e, por isso, entrou no imóvel. Depois de passar por um segundo portão, ele viu um rastro de sangue e acionou a polícia. Massaco foi estrangulada no quintal da casa com um cabo de aço arrancado do seu varal. Com a violência, a veia jugular foi cortada. Em seguida, o corpo foi arrastado até um quarto, onde foi colocado dentro de um guarda-roupas. Apenas uma gaveta de um criado-mudo do quarto teria sido revirada.
A casa tem muros altos, cerca elétrica e câmeras de vigilância que, segundo a perícia, filmou imagens do autor do crime. Não há sinais de arrombamento, de escalonamento nos muros ou de tentativas de desativação da cerca elétrica e, por isso, a hipótese principal é de que o autor era conhecido da vítima. Segundo o perito do Instituto de Criminalística de Londrina Pedro Faraco, provavelmente, o crime foi praticado por uma só pessoa. ''Se tivessem duas pessoas o corpo não seria arrastado, mas carregado'', informou. Ainda no varal estavam algumas peças de roupas. O seu óculos de grau e um chinelo estavam caídos no quintal.
Os peritos ainda recolheram um litro de whisky lacrado encontrado em cima da cama da vítima, que teria sido retirado de um armário da casa, e um fone de telefone para a retirada de impressões digitais. Os resultados da coleta devem estar concluídos amanhã. Segundo o irmão da vítima José Kenji Shirahigue, Massaco era uma pessoa bastante correta. ''Para mim ela era a irmã mais querida, sem desmerecer as outras, que sacrificou sua vida inteira para cuidar dos irmãos'', desabafou. Massaco era a irmã mais velha de uma família de nove filhos, seis mulheres e três homens.
''Não queremos que esse caso fique na prateleira dos crimes insolúveis. Acreditamos na Justiça'', disse. Ele ainda informou que a irmã não tinha jóias em casa e que também não tinha dívidas. Na vizinhança o clima era de apreensão. Vizinhos procurados pela reportagem, que não quiseram se identificar, disseram que a vítima era querida por todos e bastante discreta. Ninguém teria ouvido nada ou visto alguma movimentação estranha na casa na manhã de sexta. ''Estamos com medo. O bairro era tranquilo, mas há algum tempo alguns rapazes estranhos começaram a passar na rua de bicicleta com frequência'', comentou uma vizinha. (Leia mais sobre o assunto na página 3)

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