O último domingo deveria ser de alegria para a aposentada G.S.S., que completou 59 anos de idade. Mas ela foi encontrada por vizinhos agonizando no apartamento onde morava sozinha, na Zona Leste de Londrina. A aposentada, que está em estado grave na Santa Casa, apresentava inúmeras lesões pelo corpo e há suspeita de que tenha sofrido violência sexual. A Polícia Civil investiga o caso mas até o momento não tem pistas do que teria ocorrido, já que nada teria sido roubado e não havia sinais de arrombamento.
A aposentava morava sozinha no piso térreo de um dos blocos de apartamentos do Residencial Santos Dumont. Segundo os filhos Remídio Castioni, 34 anos, e Maurício Castioni da Silva, 37 anos, ela teria sido vista pela última vez no condomínio por volta das 20 horas da última sexta-feira. Na manhã de domingo, uma vizinha estranhou a ausência da aposentada e, ao espiar pela fresta de uma janela, viu a senhora caída inconsciente ao lado da cama.
A porta foi arrombada e uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro e a encaminhou para a Santa Casa. ''Todos pensaram que ela tinha sofrido um infarto'', observou um dos filhos, pois ela estava vestida, a porta de entrada estava trancada, ninguém notou marcas de violência e nada havia sido mexido no interior do apartamento.
De acordo com os familiares, apenas no pronto-socorro do hospital um médico teria notado inúmeros hematomas por todo o corpo da aposentada. O mesmo médico orientou a família a registrar boletim de ocorrência na delegacia pois também suspeitou que ela teria sido estuprada. A assessoria da Santa Casa informou ontem à tarde que ela deveria ser transferida para a Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) assim que fosse disponibilizada uma vaga.
O síndico do residencial, Luiz Carlos Marques de Oliveira, afirmou que nenhum morador do bloco observou movimentação anormal no apartamento da vítima durante o final de semana. Ele disse que todos pensaram que ela teria sofrido algum problema cardíaco. Oliveira comentou que a vítima morava no condomínio há cerca de três anos, era bem quista pelos moradores e quase nunca recebia visitas. De acordo com o síndico, o residencial tem cerca de 2,3 mil moradores.
O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Nagib Nassif Palma, declarou que estava investigando o caso mas que até a tarde de ontem não dispunha de informações que levassem ao esclarecimento dos fatos. Ele confirmou que não havia indício de arrombamento no local e que a porta de entrada estaria trancada por dentro. Há suspeitas de que ela conhecesse a pessoa que a atacou.
Outra possibilidade é que a aposentada pode ter sido agredida em outro local e se refugiado em casa por medo, versão descartada pela família. Quem tiver qualquer informação sobre o caso que ligue anonimamente para o disque-denúncia 197 da Polícia Civil.

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