Marcelo AlmeidaDesconsoloNely Stadioto: a casa e a fábrica foram destruídasA manhã ensolarada de ontem contribuiu para o trabalho de reconstrução das casas destruídas anteontem pelo vendaval em São José dos Pinhais. Nos bairros mais atingidos, o quadro era de solidariedade. Amigos, parentes e vizinhos organizaram-se em mutirão para auxiliar as famílias que tiveram suas casas destruídas.
Mas o clima de solidariedade esbarrava na falta de material de construção e de dinheiro para comprá-lo. A maioria das famílias atingidas é pobre e estava se cadastrando nas barracas instaladas pela Defesa Civil do município, para conseguir algum tipo de ajuda. O material mais procurado eram telhas do tipo Eternit para recuperar os telhados. Também havia pedidos de tijolos e de qualquer utensílio para a casa como móveis, roupas pessoais, roupas de cama e banho, louças, fogões e colchões.
Viviane de Freitas Delgado, que vive nos fundos da casa da mãe, com o filho de 2 anos e o marido, perdeu a casa e não sabia como reconstruí-la. A mãe, Nely Stadioto da Silva, que mora na frente e poderia ajudá-la, também não sabe como vai fazer. O ganha-pão da família, uma fábrica de lavatórios para cabeleireiros instalada no fundo do terreno, foi totalmente destruída.
A Defesa Civil centralizou as doações no ginásio de esportes, onde as famílias desabrigadas estavam retirando os pedidos feitos nas barracas. A secretária da Promoção Social e Defesa Civil de São José, Iara Rocha, disse que estavam chegando muitas doações do comércio e de indústrias do município e cidades vizinhas. Foi aberta uma conta na Caixa Econômica Federal, agência 0406 e conta 135.000/4 para receber doações em dinheiro.

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