Após tiroteio, PF prende suspeitos de matar agente
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quarta-feira, 17 de setembro de 2003
Alexandre Palmar<BR>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu Dois homens foram presos ontem, em Foz do Iguaçu, suspeitos de executar o agente da Polícia Federal (PF) Gláucio Marques de Oliveira, 39 anos. Leandro Ventura Filho, 29, e Altair Gonçalves Suhett, 26, trocaram tiros com os agentes. Ventura foi ferido no tiroteio. A polícia espera chegar, ainda nesta semana, ao terceiro envolvido no assassinato, ocorrido no sábado.
Os suspeitos foram localizados pelo setor de inteligência da PF, em uma casa alugada no bairro Santa Rita, região norte, onde também estavam três mulheres. A polícia chegou ao local por volta das 9 horas mas foi recebida à bala. Sob intenso tiroteio, Ventura tentou fugir pulando o muro do casa, foi baleado e socorrido. À tarde, ele permanecia no Hospital Costa Cavalcanti, sem risco de morte.
Conforme o delegado-chefe da PF em Foz, Geraldo da Silva Pereira, há fortes indícios levantados pelo serviço de inteligência que apontam os dois como autores do assassinato do policial. Segundo o delegado, eles teriam planejado furtar um veículo na noite de sábado, mas acabaram roubando o veículo do agente. De acordo com Pereira, ao descobrirem sua profissão, teriam resolvido matá-lo com quatro tiros na cabeça.
O delegado disse que um dos detidos já foi reconhecido pela única testemunha do crime, uma auxiliar administrativa da delegacia da Polícia Federal, que foi poupada pelos assassinos. O revólver e a pistola apreendidas ontem com a dupla serão submetidas a exame de balística na tentativa de confirmar a acusação.
Suhet prestou depoimento à polícia ontem à tarde. Segundo informações repessadas pelo delegado, a princípio ele teria negado a participação no assassinato mas, no decorrer do interrogatório, teria confessado o homicídio. Ele seria encaminhado, ainda ontem, à Cadeia Pública de Três Lagoas. A polícia também ouviu três mulheres que estavam na casa da dupla no momento da prisão.
Polícia Civil já havia prendido, anteontem, dois homens com seis quilos de maconha e uma pistola do mesmo calibre da usada para matar o policial. Eles eram apontados como suspeitos porém, com as prisões de Ventura e Suhet, a ligação deles no assassinato perdeu peso. Os dois continuam detidos na cadeia pública por tráfico de drogas.


