Após sete meses, mureta ainda está quebrada
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quinta-feira, 21 de agosto de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Comerciantes e moradores da Avenida Leste-Oeste, área central de Londrina, na altura do Terminal Urbano de Transporte Coletivo, estão insatisfeitos com a demora do poder público em providenciar uma solução para a mureta em frente ao Museu Histórico. A estrutura está toda arrebentada, acumula sujeira e, em certos pontos, até deixa expostas tubulações que deveriam passar por dentro do muro.
A mureta ficou quebrada quando foram retirados os boxes dos camelôs que trabalhavam no local. Eles foram transferidos para o Shopping Popular na primeira quinzena de janeiro. Sete meses depois, não foi feita nenhuma alteração. ''Você olha pra cima, vê o museu bonito. Mas é só olhar um pouco pra baixo e está a mureta toda quebrada. Não pintaram, não reformaram nem nada. Está muito feio'', critica a vendedora Elenice Gomes.
''Ficou até pior do que com os camelôs. Se o prefeito (Nedson Micheleti) queria tirar eles daí, tinha que ter feito o serviço direito e arrumado o lugar logo depois da saída'', diz o cabeleireiro Valdemir, que não quis divulgar o sobrenome. Ele tem um salão em frente ao museu.
A proprietária de uma central de mototáxi na região, Rosana Pereira, diz que alguns camelôs pregaram e azulejaram suas bancas e que não houve cuidado na hora de retirar os boxes. ''Usaram uma daquelas máquinas com pá-carregadeira para tirar as barracas, pegavam por baixo e derrubavam tudo. Aí, ficou assim'', afirma.
O diretor do museu, José César dos Reis, teme a possibilidade de que a área volte a ser ocupada por ambulantes, o que já vem acontecendo esporadicamente. ''Umas pessoas utilizam a calçada, dão água e comida para os gatos, e ficam jogando sujeira pra dentro dos arbustos do museu'', afirma. Ele explica que a prefeitura não deve recuperar a mureta, mas retornar a cerca para sua posição original.
Em 1996, na administração de Luiz Eduardo Cheida, a prefeitura recuou a cerca três metros para que a calçada ficasse maior para os camelôs, e construiu na base uma mureta, que seria desnecessária com a volta à posição anterior. ''Já tivemos várias conversas com a prefeitura. No começo deste mês, Nedson nos garantiu que seria dado um encaminhamento'', diz Reis.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, confirma que já foram realizadas discussões sobre o assunto, mas argumenta que até agora não houve espaço dentro do cronograma de serviço para o retorno da cerca do museu. ''Não que (este assunto) não seja prioritário, mas não é um problema que está atrapalhando tanto no momento'', defende Freitas. Ele diz que não há previsão para a obra.
A presidente da Associação dos Camelôs de Londrina (Acal), Ana Maria Costa, que representa os camelôs que tinham boxes na calçada da Leste-Oeste, afirma que eles simplesmente retiraram suas mercadorias e deixaram as barracas. ''Esse assunto é com a prefeitura'', afirma.


