O perito do Instituto de Criminalística, Luis Noboru Marukawa, com o apoio dos bombeiros, esteve ontem à tarde, no Center Shop, na Área Central de Londrina. O empreendimento foi alvo de um incêndio, na noite de sábado, quando foram destruídos 750 metros quadrados. Cerca de 30 lojas foram atingidas. Após a perícia, o prédio foi liberado.
  Marukawa limitou-se a citar uma série de hipóteses como causa do incêndio. Segundo ele, é cedo para afirmações. Apesar disso, deixou escapar que existe apenas um foco do incêndio, o que – inicialmente – descarta a possibilidade de ato criminoso. A possibilidade de curto-circuito, levantada pelos bombeiros no sábado, não foi descartada. O laudo será realizado em cima de fotografias e divulgado em 10 dias.
  Após a perícia, o prédio foi liberado. Porém, Marukawa disse que a administração e o proprietário serão co-responsáveis pela integridade física de quem entrar lá. O administrador do shopping, que acompanhou o trabalho e se identificou apenas como Humberto, não quis falar com os jornalista e também não disse quem é o proprietário.
Lojistas
  Perplexos e desorientados, os condôminos do Center Shop acompanharam a perícia da calçada, fotografaram o interior do imóvel à distância e lamentavam o prejuízo. Daniela Regina de Souza abriu a loja há três semanas e, apesar do movimento em função do Dia dos Namorados, mostrava-se descrente em relação à probabilidade de quitar suas dívidas com o que sobrou. Ela pagava R$ 1.150,00 de aluguel e taxa condominial e, como a maioria dos lojistas, não possuía seguro contra incêndio.
  Ontem de manhã, um grupo de lojistas também se reuniu em frente ao shopping. Elsa Modesto, funcionária de uma loja de pijamas, viu as chamas pela janela de um prédio vizinho. ‘‘Nós tínhamos fechado e acabado de ir embora. Graças a Deus isso não aconteceu com a gente lá dentro’’, comentou.
  Ana Paula Gonçalves, proprietária de uma loja de acessórios, disse que trabalha no local há cinco anos e que nunca ficou sabendo de algum problema na estrutura das lojas que pudesse oferecer algum tipo de risco. ‘‘Estamos ansiosos, querendo saber o que vamos ter que fazer para continuar trabalhando. Agora só nos resta esperar mesmo’’, comentou. (Colaborou Fernanda Borges)

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