Imagem ilustrativa da imagem Após furtos, HU busca alternativas para não prejudicar exames
| Foto: Ricardo Chicarelli - Grupo Folha

Com o furto de oito equipamentos necessários para os exames de endoscopia, colonoscopia e colangiopancreatografia no HU (Hospital Universitário)de Londrina, na noite de quarta-feira (17), a superintendência está buscando alternativas para dar continuidade à agenda de exames e, assim, prosseguir com os atendimentos.

O setor de endoscopia do hospital atende pacientes de Londrina e outros 21 municípios que integram a 17ª Regional de Saúde. Por mês, são realizados cerca de 200 exames nessa área.

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta (18), a superintendente Vivian Feijó afirmou que já foram solicitados dois equipamentos utilizados no ambulatório de especialidades no HC (Hospital de Clínicas) da UEL (Universidade Estadual de Londrina).

E, de acordo com a assessoria do HU, os dois equipamentos serão transferidos ainda nesta quinta-feira e, portanto, os pacientes que têm exames agendados no período da tarde serão atendidos normalmente.

Também foi feito um pedido de ajuda ao Comitê de Crise, junto ao promotor Paulo Tavares. “Pedimos um empréstimo de equipamentos sobressalentes nos hospitais da Zona Sul e Zona Norte para que possamos dar conta da agenda e demanda. O HU está saindo de uma situação de greve e, por isso, a agenda dos exames eletivos já estava suprimida, enquanto a agenda dos internados corria normalmente. Com a vinda desses equipamentos do HC, vamos tentar atender a todos. Não haverá nenhum tipo de prejuízo para os pacientes que estão na agenda”, pontua a superintendente.

Ainda de acordo com ela, apenas um equipamento de duodenoscópio não poderá ser substituído, o que exigirá outras providências. Feijó também ressaltou que o exame de colangiopancreatografia, para detectar e tratar doenças nos dutos de drenagem do fígado, pâncreas e o canal pancreático principal, era feito somente no HU, considerando toda a 17ª Regional de Saúde. Isso, segundo ela, se deve ao preparo da equipe técnica do hospital e complexidade da tecnologia agregada ao equipamento.

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| Foto: Divulgação/HU

“A falta desse equipamento traz danos financeiros e para a qualidade dos nossos serviços prestados aos pacientes. Fora o dano ao erário, porque foi um dinheiro investido para retornar à população”, desabafou. Os prejuízos são estimados em aproximadamente R$ 1 milhão.

Neuza Dorfeu Guedes, que acompanhava o marido que havia passado por um procedimento cirúrgico, disse que ficou surpresa ao ver uma viatura da polícia logo cedo no hospital.

“É muito estranho essa história porque tem gente o tempo todo no hospital. Eu, por exemplo, estou aqui desde ontem à tarde e não vi nenhuma movimentação estranha. É um absurdo essa história. Quem usa o serviço público sabe como é difícil conseguir esse exame. Não é de uma hora para outra”, lamentou.

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil esteve na manhã desta quinta no setor de endoscopia do HU, onde ocorreu o furto dos equipamentos. Segundo a superintendência do hospital, a falta de oito aparelhos (mangueiras, válvulas e controles) foi constatada por uma servidora que se deparou com o miolo da porta arrombado às 7h desta quinta.

“A polícia já teve acesso às imagens das câmeras de segurança e em breve devemos ter novidades. Já se constatou uma movimentação durante todo o dia, de pessoas externas ao corpo do hospital”, disse Feijó. O serviço de endoscopia funciona das 7h às 19h e o furto ocorreu às 19h45 de quarta-feira (17).

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| Foto: Divulgação/HU

As maletas onde os acessórios ficavam armazenados não foram levadas e, de acordo com a equipe técnica do setor, os equipamentos são de pequeno porte, o que facilita o transporte em bolsas e mochilas.

SINDICÂNCIA

A superintendência do HU afirmou que está analisando todos os cadastros de entrada e saída ao hospital e que ainda existem várias possibilidades. “Temos praticamente quatro portas e um muro um pouco friável. Além disso, temos muitas pessoas transitando pelo hospital. Dependendo do dia, são cerca de 3.500 pessoas”, apontou.

Feijó também considerou uma sindicância interna para apurar a real ocorrência dos fatos juntos aos servidores da área e das equipes de segurança. “Pelo que já identificamos, isso ocorreu de forma planejada e organizada. É sabido de toda a necessidade de conhecimento específico para reconhecer esses itens, assim como suas utilidades e indicações. Muito se comenta sobre mercados paralelos que vendem esses produtos, justamente por serem de alto custo. Cada endoscópio furtado custa cerca de R$ 70 mil”, concluiu.

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