O prefeito Marcelo Belinati (PP) foi interrogado durante a manhã desta segunda-feira (3) pela primeira vez após o anúncio da TCGL (Transportes Coletivo Grande Londrina) em não participar da licitação do ônibus. O contrato com a empresa e a Londrisul, responsável pelo serviço na zona sul e nos distritos rurais de Londrina, vence no dia 19 de janeiro. "Eu garanto que a cidade não vai ficar sem o transporte coletivo. Espero uma boa disputa na concorrência que abrimos", disse.

Imagem ilustrativa da imagem Após desistência da TCGL, prefeito diz que Londrina 'não ficará sem transporte coletivo'
| Foto: Arquivo/Grupo Folha


Durante entrevista coletiva, Belinati acrescentou que "está na prefeitura para defender os interesses da população, e não de qualquer empresa. Estamos acabando com um monopólio do transporte com esse edital, o que não era feito há muitos anos. Vamos corrigir tudo aquilo que estava errado, trazendo uma tarifa justa para os passageiros. Respeito a posição da TCGL, mas asseguro que os postos de trabalho serão mantidos", comentou.

Além da decisão em não concorrer ao processo licitatório, a instituição informou que 1.660 funcionários serão demitidos. "Não gostaríamos de sair de Londrina. Temos os ônibus, funcionários e estamos operando, mas, diante dos termos propostos, não temos o interesse de participar. Caso mude, podemos estudar continuar a concorrer. Mas ressalto que não deixaremos a cidade na mão, iremos esperar a substituição do serviço de acordo com o que determina a lei", afirmou o diretor geral da TCGL, Gildalmo de Mendonça, na tarde da última sexta-feira (30), também em entrevista à imprensa.

"Quando a empresa quer ter mais lucro, significa uma passagem mais cara e, consequentemente, a piora do serviço", comentou. Sobre a sugestão da TCGL em aumentar a tarifa dos atuais R$ 3,95 para R$ 4,60, o prefeito confirmou que "não irá autorizar esse reajuste. Não precisa desse valor". Segundo a Grande Londrina, a defasagem no valor cobrado hoje faz com que a companhia esteja acumulando, este ano, um prejuízo até o momento de R$ 11 milhões.

A TCGL é responsável por 85% da cobertura de ônibus no município. O restante é administrado pela Londrisul.
(com informações do repórter Edson Neves, do jornal NOSSO DIA)

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