Após arrastão da polícia, cidade vive onda de assaltos
Paulo Ubiratan e Alexandre Sanches
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Acácio Azevedo, surpreendeu-se ontem com o grande número de roubos ocorridos de sábado até domingo em Londrina. Diante dos registros constantes na delegacia, ele concluiu que os assaltos começaram ocorrer após o arrastão que as polícias Militar e Civil iniciaram às 20 horas de sexta-feira e finalizaram por volta das 2 horas da manhã de sábado. Fizemos arrastões em todos os bairros da cidade e movimentamos um efetivo de 40 policiais e oito viaturas, comentou. Foram presos dois fugitivos da Colônia Penal de Curitiba e abordadas cerca de 300 pessoas. Mas após o arrastão, os ladrões voltaram às ruas apavorando a população e tornando o último final de semana um dos mais violentos deste ano.
O vendedor Jean Roberto Lopes Batista passou horas de terror após ser dominado por dois ladrões quando estava no interior do caixa eletrônico do Banco Itaú da Avenida Tiradentes, na zona oeste. O assalto ocorreu por volta das 19 horas de domingo, quando os ladrões invadiram o caixa e o ameaçaram de morte. Segundo denúncia do vendedor na 10ª SDP, ele foi levado até seu carro, que estava estacionado no pátio, colocado no banco de trás e coberto com um cobertor.
Depois de mais de uma hora, Jean relatou que foi colocado no porta-malas. Foi deixado em um sítio na zona sul e somente depois de uma hora conseguiu arrebentar o trinco do porta-malas do carro e sair para pedir socorro. Os ladrões roubaram os documentos do vendedor, dois cheques de R$ 750, cartões de crédito e o telefone celular.
Também no domingo dois ladrões arrombaram o supermercado Shiraishi e Nitta Ltda, localizado no Jardim Pacaembu (zona norte), jogando o carro contra a porta de ferro. Eles roubaram R$ 100 e pacotes de cigarros. Os vizinhos disseram que os ladrões estavam em um Monza cinza, com quatro portas.
Uma tentativa de assalto no Conjunto São Lourenço, zona sul, no sábado, deixou duas pessoas feridas. Segundo Fábio Carlos Batista, 28 anos, o pai dele, Maurício Batista, foi agredido em frente da casa por quatro rapazes armados de revólver.
Fábio ouviu os gritos do pai e ao sair no portão, percebeu que Maurício Batista, que vendia lanches, estava bastante ferido na boca. Os ferimentos foram provocados por coronhadas de revólver. Ele viu quando os rapazes fugiam e resolveu sair correndo atrás. Um dos assaltantes disparou dois tiros em sua direção. Um dos tiros teria atingido, de raspão, a cunhada do rapaz, Lucinéia Guimarães de Oliveira, que foi medicada em um hospital e liberada em seguida.
Também no sábado à noite, um açougue na Vila Nova (área central) foi assaltado por três homens armados com revólveres. O proprietário, Marciano José da Silva, 49 anos, disse que foram roubados aproximadamente R$ 2.800,00 em dinheiro e cheques. Os ladrões renderam e ameaçaram de morte o proprietário e funcionários do açougue.





